14 de outubro de 2011

Mamma cadela

SEI QUE SOU grande para ti, eu sei que não caibo na tua boca -
Aos borbotões, por ela, vou me esvaindo toda - por teus colegas
Não consegues passar sem falar de mim...

Sei que não te sou coisa pouca. Contudo, vem agora -
Toca minha vida em flor, digo que sou inteira ambição, me enrosca ao teu corpo,
Eu te incito! Não pintes mais minha presença como se fosse um delírio, eu te abro
Meu peito, caio em ti com meus braços... Me toca, meu caro...
Imprime aqui os teus rasgos...

Me habita neste momento em que eu me racho...
Sobe por mim... Eu te apresento meus jardins, quebro correntes
E cadeados... Com milhares de entradas vou te embalando e me abro... Vem...
Só a ti e a mais ninguém é que permitirei 
O meu contato...

Pelos corredores estendi almofadas de toda arte...
Piso de ouro e prata nas paredes mandei que colocassem...
Tira o meu nome, mete agora o meu corpo misturado à tua saliva...
Me percorre com tuas ânsias, me sonda. Eu te suplico, meu caro...
Me habita.

4 comentários:

F. disse...

ótimo. e que título! ah, se eu fosse mulher...

thiago cestari disse...

todos somos quando queremos... delírios. devir mulher!

carol disse...

delirios...delirios...
ahhh... se eu fosse um rapaz...
me deliciaria com esta poesia.

carol disse...

delirios...delirios...
ahhh... se eu fosse um rapaz...
me deliciaria com esta poesia.