11 de outubro de 2011

Como

Como te perdi?

Não carrego de ti um retrato
Ou uma pedra para a orelha ou um cabelo que seja,
Levo-te comigo nas minhas vísceras, preenches completamente
As minhas veias

E no entanto comigo não mais te comunicas.
Onde foi que te perdi?

Tento te ganhar.

És fugidia, te enlaças
A outras carnes, passas cotidianamente
Por calles que não te falam de meu nome, corres
Sobre camas e bares que eu já nem sei.

Que acontece que eu não mais te alcanço?
Te é estreito por onde entrei?

1 comentários:

Anônimo disse...

singelo e belo...