Como te perdi?
Não carrego de ti um retrato
Ou uma pedra para a orelha ou um cabelo que seja,
Levo-te comigo nas minhas vísceras, preenches completamente
As minhas veias
E no entanto comigo não mais te comunicas.
Onde foi que te perdi?
Tento te ganhar.
És fugidia, te enlaças
A outras carnes, passas cotidianamente
Por calles que não te falam de meu nome, corres
Sobre camas e bares que eu já nem sei.
Que acontece que eu não mais te alcanço?
Te é estreito por onde entrei?
1 comentários:
singelo e belo...
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